Carro de boi

O carro sobe gemente.

Assovia um clamor penitente.

Vai devagar, carregada e rica.

Com o peso de quebrar o profundo silêncio

Daquele tempo, naquela cidade, de minha memória.

De longe, há muito, e não perdoo, ouço sua confissão:

Tinha poder de alargar o tempo

E de aprofundar a solidão.

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