Lógica

Se bebo, escrevo;
logo,
poema perfeito.
Admiro a fluidez na garrafa.
Vazia como se meus pensamentos.

Fugaz o álcool, delírios dementes;
resta o azedo das palavras fugidias.
No cérebro inflamado arde,
censura doente.

Nauseado, o texto lido estampa
retrato gizado em traço espesso.
Trocadilhos alquebrados soltos
Disfarçam um rosto.

O meu!
Fundido, fendido, ferrado.
No caos e no delírio de existir
em não-histórias, em não-amores, em não-aí;
sobrevive desnudo sem tesura
em vazio inenarrável.

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