Ruminar

Todos ruminamos.
Suamos força bruta
para sobreviver.

Ruminamos trabalho, casamento, filhos.
Tiramos o pó que voltará.
Arredamos cenários para aumentar espaço.
Cuspimos moralidades antigas;
engasgamos com migalhas; ruminamos passado e futuro.
E bençãos turvas nos guiam


Um mundo  inútil,
Nesta estação cheia de filas
Para bilhete ilusório.

O pó insistente volta
e nos obriga a ruminar:
ilusões e maus conselho e o hábito de se desprezar.

O inimaginável chega.
Nos atinge e nele nos transformamos.
Nós, pó eterno.
Irrelevante.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s