Rotina

Soletrando o dia,
Faço cópias refletidas
Das imagens ditas em registros.
Manhã, almoço, sono.
Ad infinitum!
Todos os dias; tolos, os dias.
Sejam bons ou maus dias, ao ponto, mau passados
Sempre rezam perguntas.
E respostas vazias, esperadas.

A boca abre, dentes tortos vividos, se exibem.
Língua seca, muda, ensaia
Os sons e rimas das rotinas.A garganta infecta reage,
Recusa perfume das palavras novas..

Há palavras rejeitadas e malditas
Com raízes, sem estimas, mas íntimas
Nos pequenos dicionários particulares
Construídos nas mágoas do dia a dia.

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