O Sol

São sete horas da manhã em Aldebarã.
Aldebarã ignora o Tempo!
Não há música. Não há poesia.
E Aldebarã é luminosa; e existe.

Em Aldebarã há luz sem vida.
Luz que se perde no espaço.
Aldebarã e suas vizinhas ofuscam
nosso Sol; miúdo deus admirado.

Nada que lembre vida em qualquer plano
em Aldebarã existe.
E há tantas expectativas por aqui!
Como podemos sofrer?

Salvam alguns risos e alegrias
e os bons ventos nos sopram com energia.
Divertimo-nos no calor de cada dia.
Confiamos na solidez da Terra.

Das cores diluídas em presentes diversos,
as vermelhas e douradas extasiam,
as amarelas endurecidas assustam,
as que escurecem trazem verdades e medos.

Torcemos por cores e números.
Choramos por símbolos e sons.
Nosso Sol, areia de Aldebarã, nos mantém.
Bolha azul, bola úmida, bola viva.

Terra, seus sons nativos todos música.
Moro aqui quando não viajo.
Endereço de iguais e amigos,
Registrado neste mundo imaginário .

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