Agradecimento

 

Quando a noite chega mais cedo
ou a incômoda percepção de realidade
lateja enxaquecosa e
afirma o óbvio, que o céu não tem estrelas
corro rápido à procura de papel.

Muito distante das rimas,
sobrevivo com palavras secas.
São duras e escassas
mas são elas que travam a vida.

São dias escravos das horas.
Todos os dias são
escravos do tempo presente
tão lento que materializa.

Necessidade de escrever que incomoda e
se escrevesse menus clássicos…
Mas escrevo em profundo estranhês
Palavras forjadas no peito.

Sem rimas, sem risos, sem novidade
repetição de temas comuns.
Funcionário da Vida
a mesma que ilude eternidade.

Em breves palavras ou testamento,
intestino esvaziado,
sinto-me otimista e tomado de alegria inesperada.
Obedeço ao rítmo e agradeço: obrigado poesia!

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