O Homem do Espelho

Aquele homem ali, no espelho
Aquele, de rosto marcado,
Pele frouxa sobre a carne.
É! Aquele homem já foi criança!

Falo deste homem que me encara agora
Não de outros, sem espelho,
Ou olhos para ver.
Ou sequer foram crianças.

Não parece que já foi pequeno.
Este homem, não lembrando
Melhor tempo de ser humano.
Como criança e não homem
Nunca precisou ter esperança.

Naqueles tempos antigos,
Como animalzinho humano
Quando urgências eram fome ou sono
Corria atrás de tudo,
Não de alegria ou sonhos..

Hoje, morando no espelho, às vezes o vejo
Olhos tristes, quase sempre vermelhos,
Cobram com crueza uma tal felicidade a
Esses olhos que já fecharam os da esperança.

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