Caminhada

Entre sombras e claros
E prédios de muitos andares
Desconhecidos seguem outros nós.
Nas vitrines, imagens fugazes
E reflexos espichados no chão sujo.
Sombras mudas de iguais
Que se misturam e não se tocam.
Odores, perfumes e cores
Ressaltam valores desiguais.
Outras sombras encolhidas
Sobre o chão, em mãos estendidas
E olhos evitados.
Sigo corpos distintos
Tomados de vagas ambições e
Ações inadiáveis.
Em corpo geminado,
Um segue andando,
O outro, levado
Olha sem esforço e admira
Corpo doce que flutua ao lado.
E só!
Seguimos todos, com rapidez entre esquinas
Sob montanhas de corpos empilhados.
Falamos sozinhos ou como máquinas.
Numa linha reta virtual.
Se do alto visto, leiaute indefinido.
Crosta grosseira, mas viva;
Experimento de culturas.
Entre o verde natimorto
Tantos choros, novos,
Todo dia!

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